“O maior problema do Brasil é a corrupção” – esta é a mais usada resposta para explicar os nossos problemas. Esse pensamento está enraizado na mente de todos que já ouviram falar sobre o Brasil. As primeiras idéias a virem na mente de um estrangeiro quando se fala em Brasil são: Futebol, mulheres e corrupção. Algumas vezes os dois primeiros trocam de posição. Isso me revolta, pois sei que somos muito mais que isso.
O pensamento econômico é já bem estabelecido para muitos, mas toda idéia firmada é passível de reflexão. É inclusive daí que vêm as maiores inovações filosóficas e científicas. Que tal começarmos a repensar os nossos problemas como algo mais primário?
Comecemos em um modelo ideal para então adicionarmos a parte nebulosa. Já que a culpa é do Governo, vamos repensar em seu papel. A função do Governo pode ser vista como:
O Governo tem funções políticas, legislativas e administrativas, isto é, entre outras coisas, negociar com outros Estados ou organizações internacionais, propor leis, estudar problemas e decidir sobre eles (normalmente fazendo leis), fazer regulamentos técnicos para que as leis possam ser cumpridas, decidir onde se gasta o dinheiro público, tomar decisões administrativas para o bem comum, de acordo com a lei.
Basicamente a função do Governo é então recolher impostos e aplicar causas geradoras de bem-estar e progresso. Um administrador por nós contratado para cuidar do nosso patrimônio e do futuro dos nossos filhos, resumindo.
Dessa forma, ficamos contentes ao ver o nosso dinheiro sendo aplicado em construção de casas populares, pontes, novas estradas e bolsa-família, por exemplo. Mas será mesmo que a matemática por trás disso tudo faz sentido?Imaginemos que para cada um real recolhido por meio de impostos de uma empresa temos um real a menos que poderia ser reaplicado pela mesma empresa para geração de um novo emprego. Este dinheiro em vez de gerar um emprego na empresa apenas está indo para o Governo para gerar um outro emprego em outro lugar.
Mesmo que todo o montante fosse aplicado nesta re-alocação forçada de renda, ainda teríamos que pagar o salário deste administrador dos nossos recursos. Será mesmo que este agente é mais eficiente na aplicação do dinheiro do que o próprio empresário? Além do mais, um real que seria investido em um emprego se transformará em oitenta centavos em outro emprego, por exemplo (pagando o custo de administração do Governo). Isso sem imaginar a corrupção.
Da mesma forma o caminho inverso pode ser repensado. A cada real devolvido (por redução da carga tributária) teríamos um real e vinte centavos (seguindo o exemplo acima) para ser aplicados pelo setor produtivo e de serviços.
Como concorda Dilma Rousseff "O papel do Governo não é o investimento direto, mas também construir condições para viabilizar investimentos".
Atualmente a taxa média de desocupação nas regiões metropolitanas é de 9,3% (em 01/2007 - Fonte:Pnad/IBGE). Imagine o quanto não teríamos de avanço com a redução da carga tributária.

Ao invés de um desempregado que se considera sortudo por estar morando em uma casa que ganhou do Governo teríamos um empregado sustentando a família e morando na casa própria que construiu com o seu trabalho direto e seu salário.
Piada para terminar: Estava conversando com um empresário canadense e ele estava reclamando da carga trabalhista que emperra seu negócio (prestação de serviços na área de Logística). Enquanto no Brasil é algo em torno de 80%, ele reclamava dos 10% que paga.
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