Uma pesquisa no Google de uma foto para Universo revelou a seguinte imagem:
Miss Universo 2007.
Mas não é sobre este assunto que quero escrever.
A visão física rudimentar de Universo é de um conjunto de estrelas, planetas, galáxias e outros objetos celestes inseridos no sistema espaço-temporal.
A visão egocêntrica que quero introduzir aqui é a de um espelho gigante que reflete ao mundo o tamanho da pretensão dos homens.
Como podemos ser tão inocentes em achar que tudo isso existe para o simples vislumbre de um conjunto de seres “vivos” que habitam um pequeno planeta de uma galáxia dentre tantas? Quão pretensiosos podemos ser?
Como Deus criou tudo isso e ainda Lhe atribuímos tantas míseras picuinhas a serem resolvidas? Sentimo-nos como um ser tão especial do qual Deus tem que cuidar todo minuto.
A verdade é mais comumente aceita como sendo o que nos falam do que as coisas que estão claras à nossa frente (exceto quando não temos um espelho à frente). A menor distância entre dois pontos é não pensar.
Certa vez peguntaram a Santo Agostinho sobre o que Deus estava fazendo antes de o universo ser criado e ele rebate: "Construindo o Inferno, para lá colocar aqueles que ousassem fazer uma pergunta como esta".
As religiões na média destroem mais do que constroem. E muitas vezes limitam nosso pensamento a ponto de nos deixarem cegos por completo.
São tantos os mistérios que talvez a busca por suas soluções ou a simples tentativa seja mais merecedora de benção divina do que a auto-adoração refletida por tantas instituições. Até o Google vê isso.


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