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A seqüência acima mostra um conjunto de letras G’s e P’s. Pergunto: Foram essas letras expostas em modo aleatório? Trata-se de um caos?
Respectivam as respostas são não e talvez.
Digamos que G significa ganhar num determinado jogo e P, perder. Note que sempre se ganha depois de uma perda, logo, há um comportamento previsível implicando em não aleatoriedade.
Usamos freqüentemente a palavra caos para se referir a desordem.Neste caso, a aparente desordem nos dá uma informação importante: Vamos ganhar a aposta seguinte àquela perdida. Nesse sentido não temos Caos.
Um uso atual para a palavra caos é no termo “Teoria do Caos” que estuda fenômenos determinísticos que, por sua não-linearidade e condições iniciais, apresentam-se como aparentemente aleatórios. Mas a previsibilidade exclui essa característica. Neste sentido, temos um Caos.
Esta área da Física é também conhecida como Efeito Borboleta por razão de Edward Lorenz ter publicado em 1972 o artigo “Predictability: Does the Flap of a Butterfly’s Wings in Brazil set off a Tornado in Texas?” (As batidas das asas de uma borboleta no Brasil iniciam a geração de um Tornado no Texas?).
Os acontecimentos do dia-a-dia são resultado de inúmeros fatores. Quando todos os fatores são conhecidos e suas causas individuais e combinadas são conhecidas em um sistema Caótico ou linear, podemos ter uma previsibilidade. A questão que gostaria de discutir é se poderíamos aplicar este estudo para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores.Muitos amigos acreditam que podemos prever o próximo movimento de uma ação, fundo ou carteira, através de (1) análise grafista ou (2) estudo aprofundado do mercado em questão.
(1) Análise Grafista
Eu acredito por meio de grafismo é muito pouco provável, pois o comportamento de sobe-desce do ativo tende a ser mais aleatório quanto menor a amostra (jogar uma moeda seria 90% tão efetivo quanto analisar três anos de dados) – Mais detalhes em “Against the Gods- Peter Bernstein” e em “Introduction to Probability and Statistics for Engineers and Scientists 3rd edition - Sheldon M. Ross, pg. 533 – Test for Randomnes”.
(2) Estudo Aprofundado do Mercado
Vamos analisar o caso de uma empresa X: Imaginemos a situação plausível de que a secretária-executiva do CEO da empresa teve um probleminha-coisa-de-mulher e infelizmente não pode comparecer. A substituta-executiva, nervosa por sua primeira atuação no novo cargo, esquece de repassar o horário do pronunciamento oficial aos investidores e o CEO chega a reunião atrasado, com pouco tempo pra digerir os últimos resultados coorporativos. O resultado é sentido em poucos minutos no painel da BOVESPA. Um estudo aprofundado das variáveis iniciais do sistema e a pré-determinação de suas implicações poderia resolver a questão. Mas é possível obter tais informações?
A construção de uma máquina do tempo (para corrigir um erro passado ou viajar para o futuro e alterar o presente caso se deseje) há tempos é parte do sonho de muita gente. Talvez esteja aí a resposta para tais previsões.
Como admitiu o aposentado deus da Economia atual Alan Greenspan “We really don’t know how economy works... the old models just are not working” (veja “Origin of Wealth - Eric D Beinhocker”), algo do tipo: “Nós realmente não sabemos como a Economia funciona… os antigos modelos parecem não mais funcionar”.
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