A mudança e as novas informações nos forçam a sair da região de conforto que estamos tão adaptados, nos levando a lugares que não conhecemos e nos farão sentir impotentes. E por essas razões não queremos conhecer. O ser humano nasceu para dominar e impotência é o antagônico. Um péssimo sentimento.
Por outro lado, ficar onde estamos e onde conhecemos nos faz sentir que temos o controle da situação. Enganemo-nos se for preciso para isso. É muito mais fácil este atalho para lugar nenhum. Acreditamos que a falta de informação justifica a omissão ou até a efetivação do erro.
Acreditamos mais no que queremos crer do que em fatos. Acreditamos que vamos ganhar na Mega Sena quando jogamos mas, ao mesmo tempo, não achamos que é perigoso dirigir sem cinto de segurança até a padaria da esquina. Vi gente morrer às 7 da manhã por isso, mas não conheço quem ganhou na Sena. Até sentimos mais medo ao viajar de avião do que quando dirigimos na BR-101. Não faz sentido!
Quando aluno da alfabetização no Colégio Arquidiocesano, lembro que perguntei a Tia Lúcia (admirável professora) como eu poderia desenhar Deus. Ela mostrou o desenho abaixo:

Essa imagem tem me acompanhado desde aquele dia, passando pelo curso de Engenharia-Eletrônica e pelo MBA em Finanças. É a curva de Karl Friedrich Gauss (1777-1855), mais comumente vista na forma abaixo:
Uma aplicação formidável para esta curva é a Análise do Risco x Retorno. Quando saímos do ponto 1 (P1) para P2, estamos aumentando o nosso risco e maximizando o retorno. Logicamente, o excesso de risco acaba por inverter a situação (P3, por exemplo).A idéia de tudo isso é que precisamos nos readaptar. Uma nova perspectiva de encarar as mudanças é necessária. Toda a evolução que presenciamos nas últimas duas ou três décadas foram apenas a ponta do Iceberg. As transformações mais radicais estão há beira de acontecer e em uma velocidade inimaginável. A obra será impensável e exigirá de nós um novo paradigma para enxergá-las.
Um exemplo: Tele-transporte já é realidade. O Grupo de Teletransporte Quântico da Universidade de Calgary (Canadá) há tempos já obteve resultados práticos com uma partícula de fóton. Para objetos é só questão de tempo.
Em face de novos acontecimentos temos as seguintes opções:
1. Tomar uma ação ativa,
2. Tomar uma ação reativa,
3. Tomar uma ação nula (decidir não tomar ação nenhuma),
4. Não tomar nenhuma ação por não decidir nada, ou,
5. Não ver o evento como real.
Qual será a sua atitude?
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