
“Eu não creio que saibamos a solução para o aquecimento global ainda e eu acho não acho que temos todos os fatos para tomarmos decisões. Eu te digo que uma coisa que eu não farei é deixar os Estados Unidos levar o peso de limpar o ar do mundo, como o Protocolo de Kyoto queria. China e Índia foram isento daquele protocolo. Eu acho que nós devemos ser mais imparciais”.
George Bush – 12 de outubro de 2000
“Nos últimos anos a ciência tem aprofundado nosso entendimento sobre mudanças no clima e aberto novas possibilidades para as combater. Os Estados Unidos irão trabalhar com outras nações para estabelecer uma nova estrutura para quando o Protocolo de Kyoto expirar em 2012. Logo, minha proposta é a seguinte: Pelo fim do próximo ano, os Estados Unidos e outras nações vão estabelecer um objetivo de longo termo para redução da poluição. Os Estados Unidos estão tomando a liderança, e essa é a mensagem que vou levar para o G-8”.
George Bush – 31 de maio de 2007, antecipando a Reunião do G8.
Maravilha, pela primeira vez em 2007 o presidente do planeta mencionou o assunto mais importante para o mundo. Ultimamente ele só fala de Iraque, Petróleo e Terrorismo. Será que ele finalmente se conscientizou? Segundo o The New York Times, “A Casa Branca parece determinada para mudar a imagem do Presidente em relação ao Clima até a sua saída em janeiro de 2009”. Seria bom demais para ser verdade.
Por anos cientistas e jornalistas vinham alertando as autoridades sobre o que estava para acontecer com New Orleans, que era praticamente construída abaixo do nível do mar. “Mas o furacão Katarina foi uma ação de Deus!” - péssima desculpa. Todo mundo sabia e ninguém fez nada, resultando no maior desastre de engenharia civil da história dos Estados Unidos, e mais 1.500 mortos.
Os furacões são formados nos mares ou oceanos aquecidos. Com a evaporação da água, o fenômeno se transforma em uma tempestade e, em seguida, num furacão que tem sua energia ampliada com o aumento da temperatura da água.
A ironia é que o tão famoso petróleo falado por Bush está aquecendo o ar, que aquece o mar, que gera os mais devastadores furacões a atingir a costa americana.
Entretanto, como resultados de pesquisa, 90% dos americanos se consideram ambientalistas. A nação mais poluente se considera ambientalista.
E o Tsunami que devastou países na Ásia em 2004? A Indonésia, Tailândia, Índia e Sri Lanka sabiam há gerações que isso iria acontecer. Poderiam investir alguns poucos milhões de dólares em sistemas de previsão e notificação para evitar as 300 mil mortes e os bilhões de dólares perdidos.
Mas existe uma grande diferença entre saber, achar e fazer.
A boa notícia é que o Brasil está entre os Top 10. Infelizmente é com a queima de combustíveis e de árvores da Amazônia. Já queimamos 20% da nossa floresta, que é responsável (incluindo a parte do Peru, Equador, Colômbia e Venezuela) por 20% do oxigênio, 1/5 da água doce do Mundo e funciona como um “ar condicionado natural”. Nós também tivemos nosso Catarina (o nome ajuda a lembrar).
O que acontece é que o mal já está feito.
Mesmo que parássemos de poluir imediatamente, a ferida já está exposta. O universo é dotado de um equilíbrio fenomenal, matematicamente impossível (mas a sua existência é uma prova de Deus para aqueles que estudam a fundo a ciência). E nós alteramos este equilíbrio.
Mas a humanidade não deverá se extinguir com a grande seca que está por vir e que tornará o ambiente muito hostil. Nenhuma autoridade mundial há dúvidas de que
a produção mundial de alimentos está seriamente comprometida por este motivo. Isso sem levar em consideração o crescimento populacional, que está estimado em 50% para os próximos 50 anos. Seremos 9 bilhões, com comida que não alimentariam os 6 bilhões atuais.
A partir do momento em que todos começarem a sofrer diretamente, formar-se-ão grupos terroristas ambientais. Pessoas que perderam tudo e não vêem mais perspectivas (assim como os terroristas atuais). Estes sim serão ouvidos pelo nosso futuro líder mundial.
Fontes:
1. The New York Time, 01 de Junho de 2007 (matéria de capa),
2. Wikipedia.com,
3. Livro “Extreme Future”, James Canton Ph.D.