sábado, 30 de junho de 2007

... mais sobre Mercado de Ações

[...continuação do texto Como (não) ficar milionário publicado neste Blog]

Abaixo temos um gráfico de uma distribuição aleatória e em seguida a distribuição para o S&P500 entre 1979 e 2004.

Comparando-se as duas figuras acima podemos observar melhor da aleatoriedade do mercado. Um característica importante para o segundo gráfico (o real é a linha azul enquanto a vermelha é uma gaussiana que mais se aproxima) é que percebemos uma pequena inclinação da parte superior em direção à direita (desvio padrão positivo), o que significa que a média é levemente positiva. Em outros termos, quanto maior o intervalo de investimento maior a probabilidade de se obter resultados gerais positivos e menos aleatório é o comportamento. Isso acontece devido ao crescimento da economia mundial (no caso dos EUA por se tratar do S&P500).

Uma comparação entre Jogo de Azar e Investimento no Mercado de Ações é vista na imagem a seguir:

Ou seja, quanto maior o tempo mais há diferenças entre o jogo e o investimento. A questão primordial é muito mais paciência do que habilidade.

Fonte dos gráficos: www.capatcolumbia.com

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Inconsistências

Analise as seguintes afirmações:

1) A seguinte frase é falsa
2) A frase acima é verdadeira.

Se partirmos do pressuposto que a sentença (1) é verdadeira então por conseqüência (2) é falsa.Se (2) é falsa, então implica dizer que a sentença (1) é falsa, contradizendo a premissa inicial.

Se por outro lado assumirmos que (1) é falsa, então (2) é verdadeira. Mas (2) ser verdadeira implica que (1) é verdadeira também. Mais uma vez obtivemos uma contradição.

Quando o raciocínio cíclico não fecha da forma mostrada acima, temos então uma inconsistência.

Um raciocínio semelhante ocorre ao passarmos de um lado da imagem abaixo para outo sem cruzar as bordas. Escolha um lado da faixa, acompanhe um percurso qualquer e verá que passará para o outro lado:

Uma faixa de Moëbius

Dessa forma, preparamos o caminho para a seguinte provocação:

A previsão de algo ocorrido como conseqüência de uma escolha presente poderia nos dar a opção de mudar a decisão original de forma à conseqüência não ser mais a mesma prevista, sendo dessa forma uma inconsistência a sua previsão.

O vídeo a seguir é muito interessante e engraçado:

Um livro que ilustra muito bem essas questões é Godel, Escher, Bach: An Eternal Golden Braid - Douglas R. Hofstadter

terça-feira, 26 de junho de 2007

Como (não) ficar milionário

G P G P G G G P G G G G G P G P G G P G G G P G P G P

A seqüência acima mostra um conjunto de letras G’s e P’s. Pergunto: Foram essas letras expostas em modo aleatório? Trata-se de um caos?

Respectivam as respostas são não e talvez.

Digamos que G significa ganhar num determinado jogo e P, perder. Note que sempre se ganha depois de uma perda, logo, há um comportamento previsível implicando em não aleatoriedade.

Usamos freqüentemente a palavra caos para se referir a desordem.Neste caso, a aparente desordem nos dá uma informação importante: Vamos ganhar a aposta seguinte àquela perdida. Nesse sentido não temos Caos.

Um uso atual para a palavra caos é no termo “Teoria do Caos” que estuda fenômenos determinísticos que, por sua não-linearidade e condições iniciais, apresentam-se como aparentemente aleatórios. Mas a previsibilidade exclui essa característica. Neste sentido, temos um Caos.

Esta área da Física é também conhecida como Efeito Borboleta por razão de Edward Lorenz ter publicado em 1972 o artigo “Predictability: Does the Flap of a Butterfly’s Wings in Brazil set off a Tornado in Texas?” (As batidas das asas de uma borboleta no Brasil iniciam a geração de um Tornado no Texas?).

Os acontecimentos do dia-a-dia são resultado de inúmeros fatores. Quando todos os fatores são conhecidos e suas causas individuais e combinadas são conhecidas em um sistema Caótico ou linear, podemos ter uma previsibilidade. A questão que gostaria de discutir é se poderíamos aplicar este estudo para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores.Muitos amigos acreditam que podemos prever o próximo movimento de uma ação, fundo ou carteira, através de (1) análise grafista ou (2) estudo aprofundado do mercado em questão.

(1) Análise Grafista

Eu acredito por meio de grafismo é muito pouco provável, pois o comportamento de sobe-desce do ativo tende a ser mais aleatório quanto menor a amostra (jogar uma moeda seria 90% tão efetivo quanto analisar três anos de dados) – Mais detalhes em “Against the Gods- Peter Bernstein” e em “Introduction to Probability and Statistics for Engineers and Scientists 3rd edition - Sheldon M. Ross, pg. 533 – Test for Randomnes”.

(2) Estudo Aprofundado do Mercado


Vamos analisar o caso de uma empresa X: Imaginemos a situação plausível de que a secretária-executiva do CEO da empresa teve um probleminha-coisa-de-mulher e infelizmente não pode comparecer. A substituta-executiva, nervosa por sua primeira atuação no novo cargo, esquece de repassar o horário do pronunciamento oficial aos investidores e o CEO chega a reunião atrasado, com pouco tempo pra digerir os últimos resultados coorporativos. O resultado é sentido em poucos minutos no painel da BOVESPA. Um estudo aprofundado das variáveis iniciais do sistema e a pré-determinação de suas implicações poderia resolver a questão. Mas é possível obter tais informações?

A construção de uma máquina do tempo (para corrigir um erro passado ou viajar para o futuro e alterar o presente caso se deseje) há tempos é parte do sonho de muita gente. Talvez esteja aí a resposta para tais previsões.

Como admitiu o aposentado deus da Economia atual Alan Greenspan “We really don’t know how economy works... the old models just are not working” (veja “Origin of Wealth - Eric D Beinhocker”), algo do tipo: “Nós realmente não sabemos como a Economia funciona… os antigos modelos parecem não mais funcionar”.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Projeto da Consciência Global


A Universidade de Princeton nos Estados Unidos - uma das mais importantes - está desenvolvendo desde 1998 um projeto chamado Consciência Global (Global Consciousness Project) que basicamente analisa os dados gerados por 65 equipamentos geradores de números aleatórios espalhados pelo planeta e conectados ao computador central do grupo pela Internet. Por meio de estatística simples pode-se verificar a probabilidade de desvio na aleatoriedade dos números gerados.

Tem-se observado que os dados de uma determinada área apresentam comportamento alterado quando algum evento importante acontece na região. Eventos como os Atentados 11/9 em NY ou o Tsunami na Ásia chegaram a gerar variações com antecedência de alguns minutos inclusive, o que é ainda mais incrível.

Os dados do projeto e as análises encontram-se disponíveis no Web site do grupo em http://noosphere.princeton.edu/

Há ainda como se duvidar do poder da mente?

sábado, 16 de junho de 2007

O Universo para nosso vislumbre

Se há algo me intriga é o universo e a forma com que o enxergamos.

Uma pesquisa no Google de uma foto para Universo revelou a seguinte imagem:

Miss Universo 2007.

Mas não é sobre este assunto que quero escrever.

A visão física rudimentar de Universo é de um conjunto de estrelas, planetas, galáxias e outros objetos celestes inseridos no sistema espaço-temporal.

A visão egocêntrica que quero introduzir aqui é a de um espelho gigante que reflete ao mundo o tamanho da pretensão dos homens.

Universum – C. Flammarion


Como podemos ser tão inocentes em achar que tudo isso existe para o simples vislumbre de um conjunto de seres “vivos” que habitam um pequeno planeta de uma galáxia dentre tantas? Quão pretensiosos podemos ser?

Como Deus criou tudo isso e ainda Lhe atribuímos tantas míseras picuinhas a serem resolvidas? Sentimo-nos como um ser tão especial do qual Deus tem que cuidar todo minuto.

A verdade é mais comumente aceita como sendo o que nos falam do que as coisas que estão claras à nossa frente (exceto quando não temos um espelho à frente). A menor distância entre dois pontos é não pensar.

Certa vez peguntaram a Santo Agostinho sobre o que Deus estava fazendo antes de o universo ser criado e ele rebate: "Construindo o Inferno, para lá colocar aqueles que ousassem fazer uma pergunta como esta".

As religiões na média destroem mais do que constroem. E muitas vezes limitam nosso pensamento a ponto de nos deixarem cegos por completo.

São tantos os mistérios que talvez a busca por suas soluções ou a simples tentativa seja mais merecedora de benção divina do que a auto-adoração refletida por tantas instituições. Até o Google vê isso.

Comportamento Robonóides

1. Ele se acordou cedo, levou as crianças à escola e chegou a tempo no trabalho. Teve um dia estressante – trabalhou duro. Sai do trabalho e vai para casa jantar, assistir o jornal e dormir. Encontra a esposa e conversa sobre os planos do final de semana. Segunda-feira começa tudo novamente.
2. Ela pega as crianças todos os dias após o trabalho e dá uma passada no shopping para ver se tem alguma promoção imperdível. Não pode perder aquele vestido! Pensa “É o ultimo. Se não comprar hoje vai acabar”. Segunda-feira de manhã são muitas novidades para contar.


Desde criança aguardo a vinda dos andróides - robôs com aparência e comportamento de humanos. Antecipando-os vieram os robonóides – humanos com atitudes e pensamentos pré-programados, assim como os robôs. E o pior é que a programação parece ser sempre a mesma...

"O ser humano vivencia a si mesmo, seus pensamentos, como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é um tipo de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto apenas pelas pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá atingir completamente este objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior". Albert Einstein

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Electricity --> WiTricity (Assim como WiFi)

A turma do MIT (Massachusetts Institute of Technology) divulgou 07 de Junho de 2007 uma descoberta que abre uma nova fronteira na transmssão de energia elétrica.
Por meio de acoplamento elétrico ressonante eles conseguiram transmitir potência de forma altamente eficiente (um milhão de vezes mais eficiente que os normais transformadores) e segura. Prepare-se para dizer adeus aos incovenientes carregadores de celular e iPods.

Veja matéria completa no MIT News Office.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Lições de Planejamento Estratégico



Lição pratica número 1:
          • Dívida atual do governo Americano: 8.8 trilhões de dolares (mais info).
          • Produto intero Bruto: 13 trilhões de dolares (mais info).
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E haja alavancagem...


domingo, 10 de junho de 2007

Relatividade da Mente

O ser humano habita a terra a cerca de 2.000.000 (dois milhões) de anos como Homo Habilis. Considerando o Homo Sapiens, temos cerca de 250.000 anos (duzentos e cinqüenta mil). Muita coisa mudou de lá pra cá. Mas os princípios da natureza não mudam.

O mundo não se transformou para o homem, mas sim o contrário. Muitas explicações eram encontradas para os fenômenos inexplicáveis. O sol, por exemplo, era trazido por uma carruagem diariamente através do céu pelo deus Hélio na Mitologia Grega.

Depois o homem descobriu a “realidade”. O homem habita o planeta terra, no centro do universo, e tudo gira ao seu redor. Incluindo o sol. Era o novo modelo grego confirmado por Aristóteles e Ptolomeu. Quem questionaria?

Em 1543 Copernicus, um jovem polonês matemático, astrônomo, advogado, físico, clérico católico, administrador, comandante militar, diplomata e economista que morava na Itália publicou o De Revolutionibus Orbium Coelestium e, a partir de então, a terra girava ao redor do sol [Mas infelizmente o homem ainda pensa que o mundo gira ao seu redor].

Este é apenas um simples exemplo de incontáveis descobertas que mudaram completamente a forma de se enxergar as coisas. Estamos habituados ao nosso dia-a-dia e muitas vezes esquecemos de ver o mundo como um todo. E generalizamos o todo com base em uma amostra.

Outro caso: Sempre se acreditou que, quanto maior a força aplicada a um objeto mais veloz este se deslocaria. Isso foi rigorosamente provado por Newton, apresentando a seguinte relação:
Daí veio Einstein e mostrou que isso era simplesmente um caso muito em particular, quando observamos objetos em baixas velocidades (alguns milhares de km/h) ou bastante pesados (centésimos de miligramas). Para qualquer velocidade ou masa, a expressão completa seria a partir de então escrita por:Uma conseqüência direta desta generalização é que os objetos têm uma velocidade limite. Nada poderia ser mais rápido que a luz (299.792.458 m/s). Descobri-se ainda que a luz faz curva e é atraída por objetos com massa. Isso explica o porquê de observarmos o sol "se mover mais rapidamente" quando se aproxima do seu poente. Observe a figura abaixo:



Estas fotos (eu mesmo tirei) com um intervalo de 5 minutos entre a primeira e a ultima (tempo registrado na máquina). Faça você também a sua observação. Sugestão: leve de colo a namorada.

Mais um exemplo: Um dos primeiros conceitos a se estudar em Física Quântica é a dualidade onda-partícula e a distribuição de probabilidade dos objetos. As coisas não mais estão onde sempre estiveram. Tudo está em todo lugar com uma certa probabilidade! A questão é que, por estarmos acostumados a interagir com massas altas e baixas velocidades, não conseguimos observar esse fenômeno na nossa rotina tão claramente.

Então abra sua mente para o que vem agora.

1. Desde sempre imaginamos nossa mente confinada numa caixa craniana, dentro do cérebro especificamente. A pergunta que faço é: onde está a nossa mente? E se nossa mente estiver difundida pelo espaço, em contato com outras mentes, em outras dimensões e nesta? Nosso corpo poderia ser apenas o ponto de maior probabilidade de sua manifestação? Isso poderia explicar muitas coincidências ou transmissão de pensamentos que tanto estamos habituados? A resposta eu não tenho. Essa é uma dúvida que me acompanha desde 2002 quando estudamos a equação abaixo e suas conseqüências:


2. É necessário que tudo tenha uma data de criação? Talvez haja coisas que não surgiram num determinado momento, mas sempre existiram. Inclusive o tempo pode ser uma delas.


sexta-feira, 8 de junho de 2007

Reportagem Especial da Times sobre Aquecimento Global.


Algo do tipo "Preocupe-se. Preocupe-se Muito."
Para a reportagem completa clique aqui .

Vamos as compras !

Finalmente o segredo da felicidade foi descoberto!

quarta-feira, 6 de junho de 2007

O Fortuna - Carmina Burana


O Fortuna
(Latim)

O Fortuna
velut luna
statu variabilis,
semper crescis
aut decrescis;
vita detestabilis
nunc obdurat
et tunc curat
ludo mentis aciem,
egestatem,
potestatem
dissolvit ut glaciem.

O Fortuna
(Português)

Oh, Fortuna,
variável
como a lua,
sempre cresces
ou minguas;
vida detestável
ora frustra
ora satisfaz
com zombaria os desejos da mente,
à pobreza
e ao poder
dissolve como se fossem gelo.

Trecho de Carmina Burana - Carl Orff (utilizando este Poema Medieval ~ 1200d.C.).

terça-feira, 5 de junho de 2007

Atitudes em Tempos de Mudanças

Não: Essa é a primeira resposta automática do nosso cérebro. Pelo fato de mudanças estarem associadas a riscos, o não é a reação natural.

A mudança e as novas informações nos forçam a sair da região de conforto que estamos tão adaptados, nos levando a lugares que não conhecemos e nos farão sentir impotentes. E por essas razões não queremos conhecer. O ser humano nasceu para dominar e impotência é o antagônico. Um péssimo sentimento.

Por outro lado, ficar onde estamos e onde conhecemos nos faz sentir que temos o controle da situação. Enganemo-nos se for preciso para isso. É muito mais fácil este atalho para lugar nenhum. Acreditamos que a falta de informação justifica a omissão ou até a efetivação do erro.
Acreditamos mais no que queremos crer do que em fatos. Acreditamos que vamos ganhar na Mega Sena quando jogamos mas, ao mesmo tempo, não achamos que é perigoso dirigir sem cinto de segurança até a padaria da esquina. Vi gente morrer às 7 da manhã por isso, mas não conheço quem ganhou na Sena. Até sentimos mais medo ao viajar de avião do que quando dirigimos na BR-101. Não faz sentido!

Quando aluno da alfabetização no Colégio Arquidiocesano, lembro que perguntei a Tia Lúcia (admirável professora) como eu poderia desenhar Deus. Ela mostrou o desenho abaixo:


Essa imagem tem me acompanhado desde aquele dia, passando pelo curso de Engenharia-Eletrônica e pelo MBA em Finanças. É a curva de Karl Friedrich Gauss (1777-1855), mais comumente vista na forma abaixo:
Uma aplicação formidável para esta curva é a Análise do Risco x Retorno. Quando saímos do ponto 1 (P1) para P2, estamos aumentando o nosso risco e maximizando o retorno. Logicamente, o excesso de risco acaba por inverter a situação (P3, por exemplo).

A idéia de tudo isso é que precisamos nos readaptar. Uma nova perspectiva de encarar as mudanças é necessária. Toda a evolução que presenciamos nas últimas duas ou três décadas foram apenas a ponta do Iceberg. As transformações mais radicais estão há beira de acontecer e em uma velocidade inimaginável. A obra será impensável e exigirá de nós um novo paradigma para enxergá-las.

Um exemplo: Tele-transporte já é realidade. O Grupo de Teletransporte Quântico da Universidade de Calgary (Canadá) há tempos já obteve resultados práticos com uma partícula de fóton. Para objetos é só questão de tempo.

Em face de novos acontecimentos temos as seguintes opções:

1. Tomar uma ação ativa,
2. Tomar uma ação reativa,
3. Tomar uma ação nula (decidir não tomar ação nenhuma),
4. Não tomar nenhuma ação por não decidir nada, ou,
5. Não ver o evento como real.

Qual será a sua atitude?

domingo, 3 de junho de 2007

O Novo Dinossauro

Foto do Novo Dinossauro

O maior filme de terror acaba de ser lançado. É o maior, pois é desastrosamente real e narra o seu futuro bem próximo. "A Crude Awakening: The Oil Crash" é um documentário sobre o fim do petróleo fácil e extremamente barato que temos hoje (Na América do Norte custa menos que uma garrafa de água mineral... sabe-se lá como).

Segue uma pequena lista de algumas das celebidades do filme:

Fadhil Chalabi – Ex-Secretário Geral da OPEC
Robert E. Ebel – Ex-Official da CIA e do Gov. dos EUA
Luis E Giusti – Ex-CEO da PDVSA
Abdul Samad Al-Awadi –Consultor de Petróleo para o Kuwait
Colin Campbell – www.peakoil.net

A crise está próxima e vai afetar a todos. A explosão geral de população e transporte, bem como tecnológica, habitacional, médica e etc. vista nas últimas quatro décadas seria impensável sem o petróleo. A população do planeta duplicou de 03 para 06 bilhões desde 1961.

População desde 10.000 a.C.

A demanda desta população atual é infinitamente superior. E tudo tem petróleo por trás. Como Bush disse em 2006, “We have a serious problem: America is addicted to oil” (“Temos um sério problema: Os EUA são viciados em Petróleo”).


Eu também acredito na engenhosidade da Raça Humana, assim como você. Mas infelizmente não existe (não queira se enganar) nenhuma solução pensada, e muito menos desenvolvida, que resolva uma parcela mínima do problema. Não há. Pior ainda, se colocarmos todas as plantas geradoras de energia para produzir agora não atenderíamos a demanda atual por energia (desconsiderando-se o Petróleo). Afinal, quem já viu políticos tomando ações preventivas? Raramente tomam corretivas. O problema é da próxima turma. A OPEC pensa no orçamento de hoje.
Preparemo-nos para em 2020 (daqui a 13 anos?) pagarmos $ 300 dólares por barril, mais de quatro vezes os $ 70 atuais. Tudo ficará extremamente mais caro. Em poucos anos, avião e carro só para os muito privilegiados. É a natureza aplicando a dialética da síntese, antítese e tese. E a regressão é penosa.

Maiores informações visite http://www.crudeawakening.org/

Cenário para Pensar



País do Futuro

“O Brasil é o país do futuro”. Quantas vezes nós não ouvimos essa expressão? O engraçado é que só escuto isso no Brasil. O que nos faz acreditar ou repetir isso tão constantemente? Será que queremos acreditar e por isso repetimos tanto? Afinal de contas, o Brasil é um país de fieis e de gente otimista. Isso não se pode negar.

O Brasil é definitivamente um país de gente feliz, que mesmo nas piores condições, trabalhando pesado na roça e à procura de água para beber ainda consegue arrancar um sorriso do rosto castigado. Infelizmente não são esses que ali se encontram que definirão o futuro da nossa nação.

Mas afinal de contas, o que leva um país a se desenvolver? Em “Riqueza e Pobreza das Nações” de S. Landes procura explicar a criação dos países desenvolvidos tomando como base inúmeros aspectos geográficos, demográficos e políticos. Há inúmeras teorias para o que se deu no passado. Mas será que elas valem para o que está por vir?

O mundo está mudando em uma velocidade fenomenal. A invenção do container de transporte marítimo e o aperfeiçoamento da comunicação mudaram as regras do jogo. Mas isso é outra história que deixo para depois.

Imaginemos agora uma ilha distante e suas possíveis perspectivas. Imagine uma pequena ilha isolada do ocidente. Um país sem importantes recursos naturais, sem terra fértil, sem minérios. Um país constantemente atacado por terremotos. Vamos agora piorar a situação. Imaginemos este país derrotado após uma grande guerra envolvendo armas atômicas em seu território. Qual seria o seu futuro? Quem diria que este seria o Japão, a segunda potência mundial. Quem diria que a gigante General Motors (Ford) seria dizimada pela pequena fábrica de carros que mais tarde se chamaria Toyota.

Quando pessoas falam sobre o Brasil citam sempre nossos recursos naturais, nosso solo fértil e nossa vasta extensão territorial como promessa de fartura a tempos que virão. Mas são esses fatores determinantes?

O petróleo é a fonte de energia mais importante da atualidade. Energia é fundamental hoje e será cada vez mais. Energia é poder em tempos atuais. Ironicamente a maior fonte deste recurso está no oriente médio, onde não temos nenhum país desenvolvido ou bem estruturado.

Mas não nos preocupemos. A boa notícia é que o petróleo vai acabar e o etanol vai resolver o problema. O Brasil será o grande produtor de etanol por causa da cana-de-açúcar e seremos o país do futuro. Seria ótimo, mas infelizmente não acredito nessa idéia.

O etanol não é substituto para o petróleo e muito menos a energia do futuro. É um auxiliar que poderá trazer alguma prosperidade, mesmo que temporária, mas não garantia de fortuna. Se plantássemos toda a superfície terrestre de cana ou milho não obteríamos o que precisamos de combustível.

Traçando-se um paralelo com a tecnologia de armazenagem de dados, o CD que era considerado a mídia do futuro, sucedendo o vinil e a fita-cassete, é já obsoleto. O mesmo acredito ocorrerá com o álcool.

Para crescermos estruturados e fortes precisamos desenvolver um setor sempre esquecido, a educação. A informação tem que ser vista como uma importante commodity. Devemos cultivar dois campos: o agrícola e o universitário.

Emissão e Omissão


“Eu não creio que saibamos a solução para o aquecimento global ainda e eu acho não acho que temos todos os fatos para tomarmos decisões. Eu te digo que uma coisa que eu não farei é deixar os Estados Unidos levar o peso de limpar o ar do mundo, como o Protocolo de Kyoto queria. China e Índia foram isento daquele protocolo. Eu acho que nós devemos ser mais imparciais”. George Bush – 12 de outubro de 2000

“Nos últimos anos a ciência tem aprofundado nosso entendimento sobre mudanças no clima e aberto novas possibilidades para as combater. Os Estados Unidos irão trabalhar com outras nações para estabelecer uma nova estrutura para quando o Protocolo de Kyoto expirar em 2012. Logo, minha proposta é a seguinte: Pelo fim do próximo ano, os Estados Unidos e outras nações vão estabelecer um objetivo de longo termo para redução da poluição. Os Estados Unidos estão tomando a liderança, e essa é a mensagem que vou levar para o G-8”. George Bush – 31 de maio de 2007, antecipando a Reunião do G8.

Maravilha, pela primeira vez em 2007 o presidente do planeta mencionou o assunto mais importante para o mundo. Ultimamente ele só fala de Iraque, Petróleo e Terrorismo. Será que ele finalmente se conscientizou? Segundo o The New York Times, “A Casa Branca parece determinada para mudar a imagem do Presidente em relação ao Clima até a sua saída em janeiro de 2009”. Seria bom demais para ser verdade.

Por anos cientistas e jornalistas vinham alertando as autoridades sobre o que estava para acontecer com New Orleans, que era praticamente construída abaixo do nível do mar. “Mas o furacão Katarina foi uma ação de Deus!” - péssima desculpa. Todo mundo sabia e ninguém fez nada, resultando no maior desastre de engenharia civil da história dos Estados Unidos, e mais 1.500 mortos.

Os furacões são formados nos mares ou oceanos aquecidos. Com a evaporação da água, o fenômeno se transforma em uma tempestade e, em seguida, num furacão que tem sua energia ampliada com o aumento da temperatura da água.

A ironia é que o tão famoso petróleo falado por Bush está aquecendo o ar, que aquece o mar, que gera os mais devastadores furacões a atingir a costa americana.

Entretanto, como resultados de pesquisa, 90% dos americanos se consideram ambientalistas. A nação mais poluente se considera ambientalista.

E o Tsunami que devastou países na Ásia em 2004? A Indonésia, Tailândia, Índia e Sri Lanka sabiam há gerações que isso iria acontecer. Poderiam investir alguns poucos milhões de dólares em sistemas de previsão e notificação para evitar as 300 mil mortes e os bilhões de dólares perdidos.

Mas existe uma grande diferença entre saber, achar e fazer.

A boa notícia é que o Brasil está entre os Top 10. Infelizmente é com a queima de combustíveis e de árvores da Amazônia. Já queimamos 20% da nossa floresta, que é responsável (incluindo a parte do Peru, Equador, Colômbia e Venezuela) por 20% do oxigênio, 1/5 da água doce do Mundo e funciona como um “ar condicionado natural”. Nós também tivemos nosso Catarina (o nome ajuda a lembrar).

O que acontece é que o mal já está feito.

Mesmo que parássemos de poluir imediatamente, a ferida já está exposta. O universo é dotado de um equilíbrio fenomenal, matematicamente impossível (mas a sua existência é uma prova de Deus para aqueles que estudam a fundo a ciência). E nós alteramos este equilíbrio.

Mas a humanidade não deverá se extinguir com a grande seca que está por vir e que tornará o ambiente muito hostil. Nenhuma autoridade mundial há dúvidas de que a produção mundial de alimentos está seriamente comprometida por este motivo. Isso sem levar em consideração o crescimento populacional, que está estimado em 50% para os próximos 50 anos. Seremos 9 bilhões, com comida que não alimentariam os 6 bilhões atuais.

A partir do momento em que todos começarem a sofrer diretamente, formar-se-ão grupos terroristas ambientais. Pessoas que perderam tudo e não vêem mais perspectivas (assim como os terroristas atuais). Estes sim serão ouvidos pelo nosso futuro líder mundial.

Fontes:
1. The New York Time, 01 de Junho de 2007 (matéria de capa),
2. Wikipedia.com,
3. Livro “Extreme Future”, James Canton Ph.D.